Fracasso como combustível para o sucesso

Por mais que nos esforcemos, em alguns momentos da vida não conseguimos algo que queríamos, ou falhamos em momentos importantes. Quando isso acontece temos basicamente duas opções: Olhar para nos mesmos, como fracassados e passar anos recriminar por isso, o que não ajudará em nada a solucionar o problemas e dar a volta por cima. Ou olhar para o acontecimento e tirar lições daquilo, usar como combustível para se tornar uma pessoa, ou instituição melhor.

Certa vez, um jovem piloto de kart de 14 anos liderava uma competição quando começou a chover. Ele acabou perdendo a direção e a prova. Imagine que triste! Estar com a mão na taça e perder… Mas o garoto preferiu não ficar se vendo como um fracassado, sem fazer nada. Prometeu a si mesmo que nunca mais cometeria tamanho erro. Desde então toda vez que chovia em São Paulo, ele colocava seu kart na carreta e eia treinar em Interlagos. Anos depois, já na fórmula 1, este garoto seria chamado de ‘‘o rei da chuva’’, sim, estamos falando de Ayrton Senna.  E quando a corrida apertava e seu carro inferior aos demais não conseguia leva-lo ao topo, fãs do mundo todo torciam para que a chuva viesse, rs. E junto com ela vieram: sua primeira vitória sob um dilúvio em Portugal em 1985, e bandeirada no Japão no mesmo ano com direito ao primeiro título mundial.  Pra quem ficou com saudade, ou era muito novo e  não se lembra:

Agora imagine, como deve se sentir uma pessoa que é demitida da própria empresa que fundou. Foi o que aconteceu com Steve Jobs, após muitas divergências com John Sculley, ex-presidente da Pepsi que ele havia trazido para ajuda-lo a administrar a empresa, a diretoria preferiu ficar ao lado de Sculley e pedir pela retirada de Jobs.

‘‘À época, não percebi, mas foi a  melhor coisa que poderia ter me acontecido. O peso do sucesso foi substituído pela leveza de um iniciante, com menos certeza sobre tudo. Isso me deu liberdade para entrar em um dos períodos mais criativos da minha vida’’

Nessa época Jobs fundou a NeXT Computers, responsável por lançar o NeXT Cube, considerado um do computadores mais revolucionários de todos os tempos. Adquiriu o braço de computação da gráfica da Lucasfilm, e o rebatizou de Pixar, que entrou para história ao lançar o primeiro filme feito totalmente em computador Toy Story.

Em 1996, Jobs ia muito bem, e a Aplle, muito mal. Tanto que o concorrente Michael Deel, perguntando por um jornalista sobre o que faria se fosse o CEO da empresa, respondeu: ‘‘Eu a fecharia e devolveria o dinheiro aos acionistas’’. Jobs, que negociava seu retorno para Aplle, parece ter usado a declaração como combustível. Tanto que dez anos depois, quando a empresa já estava em alta, impulsionado pelo sucesso do iPod e iTunes, enviou o seguinte comunicado interno aos seus funcionários:  ‘‘Pessoal, parece que o Michael Dell não é bom em prever o futuro. Nossa empresa hoje vale mais que a dele’’.

Esses são apenas dois exemplos de muitos que temos por aí. Então, será o fracasso, o fim, ou uma oportunidade de recomeçar com mais força? Gosto de ficar com a ideia de que devemos evitar os erros, buscar sempre a melhoria contínua, mas caso eles apareçam, não devemos nos abater. E sim usar como lição para crescermos mais.

Forte abraço!

 

Ailton Cunha

 

Ailton Arantes Cunha

Sou alguém que acredita que devemos sempre deixar o ambiente que estamos melhor que o encontramos, e que sonhar e colocar a mão na massa é a melhor maneira de ser fiel a si mesmo.